POEMA I - Amargo Verso
Não consigo ler um livro.
Muito menos pensar em outra coisa.
Com tempo tudo passa.
Mas este sentimento parece eterno.
Na força de tentar evitar,
acabo pensando.
Talvez por engano expus meu coração.
Cantei versos e fui aparentimente
devorado por uma mera ilusão.
E que agora aqueles sonhos transformaram-se
em pesadelos.
Não suporto mais ouvir seu nome.
Fui realmente infantil.
É bom. Porque na infatilidade tudo é sincero.
E não existe mentiras.
Uma criança é sempre verdadeira.
Brinquei com o perigo
me machuquei, mas mesmo assim estou vivo.
OBS: "hoje continuo da inspiraçao de ontem."
POEMA II - ATO FALHO, COMO SEMPRE.
Hoje fiquei atento a cada passo.
Inventando motivos pra não acreditar.
Fui na garagem e lembrei daquele dia.
Logo deu vontade de ser criança.
Só pra não sentir a dor de errar
novamente por causa de um amor.
As vezes você acha que é aquele alguém
que você vai amar pra vida toda.
Mas pode não ser.
Por mais que agente evite errar
é impossivel não deixar de errar.
Pior é quando você compara.
Você não quer, mas compara mesmo.
E se as atitudes são as mesmas...
xii! Talvez quem precisa mudar é você.
Hoje fiquei observando.
Segurando e engolindo o choro.
Porque aquele alguem que você poderia
achar que era pra sempre não passa de intuição,
um ato falho do coração.
Uma distração e que não merece suas lágrimas.
POEMA III - CANSADA.
Estou cansada de ouvir que sou bom demais.
Que sou boa filha!
Execelente escritora!
Boa aluna!
Perfeita em tudo.
Estou cansada de ser a perfeição em pessoa.
Que sou romantica!
Fiel!
E adeqüada pra casar.
Estou cansada de ouvir "Não"!
Por ser boa demais para todos.
Que sou legal!
Interessante!
E perfeita pra namorar.(se não pego nem gripe)
Estou cansada de receber sempre o mesmo fora:
"Você é bom demais, romantica demais, merece pessoa melhor, não mereço nem 1/3 do que você faz ou diz pra mim"
Estou farta de sempre ouvir isso.
Cansada de sempre ouvir elogios,
de não brigar com meus pais
e ser o "filho unico, mimado e perfeito."
Só quero um amor que aceite-me como sou.
POEMA IV - VERSOS NOTURNOS
Noite tranquila e a cidade tenta ficar calma.
Meu espirito boemio se limita ao quarto.
Não sai pra beber, muito menos fumar ou namorar.
A calma noite e fria fica linda
quando o céu está cheio de estrelas.
Os versos surgem e o papel se torna o melhor amigo.
A caneta a melhor fonte.
E a água a melhor acompanhante.
Os garranchos ficam mei deitados.
Porque estou na cama, deitado a escrever os versos.
Fica melhor e aparentemente belo.
Noite linda, calma e tão estrelada mas que acalma.
Ouço latidos de um pobre cachorro atento a escuridão
de sua rua.
E no meu relogio são exatamente 12:00 noite.
Ainda tentando esquecer.
Imagino um lugar perfeito onde somente eu e alguem
estamos sozinhos.
Porém não sei quem é esse alguém.
Amanhã é outro dia talvez com alegrias.
Mas a noite logo chega.
E me "nina" para dormir.