(Um dia tudo vai passar.)
Esta impressão de estar sempre só
consome tudo que sou
palavras ditas sem pensar, ferem.
Ações machucam.
E aitudes fracassam.
Morte.
Vida.
Aliados paralelos.
Vontade de fugir quem não sente.
Mas força se pede.
Fé se acredita.
E lágrimas impulsionam.
Porque a imagem de salvador torna-se cobra-coral.
Que fere com o olhar.
Verdadeiro palhaço de alma podre.
Que enche de raiva alguém que dá orgulho.
Daqui a 4 anos andarei de Prado.
E aí? Quem dá vergonha?
Quem ta preso?
Ou quem anda de Prado porque estudou a vida toda?
Responde...
Você fica calado e diz as mesmas baboseiras.
Porque no fundo é covarde.
E a cabeça vai dormir pesada por uns dias.
Não tenho medo.
Só tenho incerteza.
O que mais me aflinge é eu surportar.
Doer, teu coração não dói.
Pois é frio como o congelador
que guarda teus doces.
Doer, dói sim.
Meu ego correto ao fingir que estou errada.
E o errado está certo.
Não é bem assim.
Tua queda será alta.
Não desejo teu mal.
Mas você precisa de uma lição.
Pra nunca mais magoar o coração de
quem te ama demais.
Nunca uma palavra feriu tanto.
E ela se chama pai.
Com "p" de panaca.
Desculpe, mas a mágoa e a dor não se esquece assim tão fácil.
20/07/08